Blockchain: o que é e quais são os benefícios?

Embora exista há mais de 15 anos, é uma tecnologia relativamente nova que vem atraindo a atenção em todo o mundo devido ao potencial econômico que vai muito além das criptomoedas.
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Equipe Propague
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Quando se fala em criptoativos, em especial, criptomoedas, é impossível não estabelecer uma relação com a tecnologia blockchain. Afinal, ela ganhou notoriedade com o lançamento do bitcoin, a primeira criptomoeda do mundo.

Mas, apesar da blockchain ter surgido há quase 15 anos, ela ainda é um conceito relativamente novo, pois somente agora seu potencial vem sendo amplamente explorado.

Isso porque essa tecnologia passou a ser adotada de forma inovadora em vários setores, com potencialidades econômicas muito além das criptomoedas. Em continentes como a Ásia, por exemplo, autoridades chinesas e de países do sudeste do continente estão testando sua aplicabilidade em áreas como saúde e acesso a serviços não financeiros.

Portanto, nada mais natural do que lançar um olhar mais aprofundado sobre a blockchain, visto que ela vem ganhando cada vez mais a atenção do mundo. Ao mesmo tempo em que questões como benefícios, segurança e privacidade acompanham o interesse sobre ela. Confira!

O que é e como funciona a blockchain?

A blockchain é um banco de dados mais avançado ou, como também se costuma designar, um livro-razão distribuído. Por conta dessa estrutura, a tecnologia permite o compartilhamento transparente dos dados entre os nós, ou partes, presentes em uma rede de computadores. E como um banco de dados, ela armazena informações de forma eletrônica e digital.

Em outras palavras, tomando como exemplo o sistema de criptomoedas, a blockchain mantem um registro seguro e descentralizado das operações. Mas a inovação aqui é que essa tecnologia garante a fidelidade, a segurança e  confiança dos registros sem que seja preciso um terceiro ou intermediário para validar a credibilidade do processo.

Além disso, diferentemente de um banco de dados tradicional, a blockchain se destaca na forma como os dados são estruturados. A saber, ela coleta informações no formato de blocos, agrupando-as em conjunto.

Estes blocos, por sua vez, têm capacidades de armazenamento determinadas, que quando preenchidas, são fechados e conectados ao bloco preenchido previamente, formando, dessa maneira, uma cadeia de dados. Daí o nome blockchain, termo em inglês que pode ser traduzido como cadeia de blocos.

A partir daí, todas as informações que seguem esse bloco recém-adicionado são compiladas em um novo bloco vinculado ao anterior, que, por sua vez, também vai ser adicionado à cadeia depois de preenchido e assim sucessivamente.

Como resultado, esse modelo de estrutura cria uma linha do tempo inconvertível, pois os dados são identificados de forma cronológica, não sendo possível excluir nem mudar a cadeia sem a permissão da rede. Assim, a tecnologia blockchain é capaz de monitorar pagamentos, pedidos, contas e uma série de outras transações com a segurança e confiabilidade que conceitualmente lhe são atribuídas.

A arquitetura blockchain

Para se manter funcionando corretamente, uma rede blockchain possui uma arquitetura composta dos seguintes componentes:

  • Banco de dados compartilhado

Comumente chamado de ledger distribuído, o banco de dados compartilhado na blockchain é que guarda o registro das operações no formato de um arquivo compartilhado. Graças a esse formato, existem regras rigorosas sobre quem pode editar os registros e de que maneira. Desse modo, isto impede que alguém exclua quaisquer dados depois de registrados.

  • Registros imutáveis

Não é possível alterar qualquer transação depois que ela é incluída no banco de dados compartilhado. Além disso, se determinada operação registrada tiver algum erro, será necessário incluir uma nova para solucionar a questão. Ademais, as duas transações ficarão expostas.

  • Contratos inteligentes

Outro componente importante de uma rede blockchain são os contratos inteligentes. Eles são usados pelas empresas participantes a fim de autogerenciar contratos comerciais, sem que seja preciso a intermediação de uma terceira parte, que não a contratante e a contratada. Na prática, eles são programas autoexecutáveis mediante condições predeterminadas.

  • Criptografia de chave pública e privada

Esse é um recurso de segurança capaz de identificar os participantes, de forma exclusiva, em uma determinada rede blockchain. Para que isto aconteça, são gerados dois tipos de chaves para os integrantes: uma delas é uma chave pública, comum a todos os participantes, já a outra é privada, exclusiva de cada membro. Ambas as chaves trabalham em conjunto para que os dados sejam desbloqueados no ledger distribuído.

Tipos de rede

Outra característica relevante na blockchain é que ela apresenta cinco tipos de redes principais. São elas:

  • Redes públicas

São aquelas que não necessitam de permissão para inclusão e participação. Além disso, aqui, todos os integrantes da blockchain têm direitos iguais. Ou seja, podem consultar, editar e validar a rede.

  • Redes privadas

Neste caso, existe uma organização que controla a blockchain. Portanto, quem a administra diz quem pode ingressar e que direitos os integrantes terão na rede. Dessa forma, pode-se dizer que as redes blockchain privadas são parcialmente descentralizadas, devido a essas restrições de acesso.

  • Redes híbridas

São blockchains que combinam elementos tanto de redes públicas como privadas. Assim sendo, pode haver o controle de acesso a dados específicos, enquanto outros se mantém públicos.

  • Consórcio

Um grupo de organizadores controla esse tipo de rede. Nela, algumas empresas são previamente selecionadas e partilham a responsabilidade de manter a blockchain ativa e definir os direitos de acesso aos dados.

  • Redes permissionárias

As organizações que criam uma blockchain privada podem escolher uma rede permissionária. Ao mesmo tempo, uma rede pública também pode ser permissionária. Nesse sentido, esse modelo restringe as transações e quem pode ingressar na rede. Para isso, as pessoas necessitam de convite ou permissão para participar.

Quais são os benefícios?

A tecnologia blockchain oferece vários benefícios, entre os principais:

  • Eficiência aprimorada, devido principalmente aos contratos inteligentes que tornam as transações mais rápidas e transparentes. Ademais, como um livro-razão distribuído entre os participantes da rede, não é preciso perder tempo conferindo os registros;
  • Confiança elevada, especialmente nas redes fechadas. Afinal, elas asseguram que o participante receberá dados precisos e atualizados, sendo que os registros confidenciais só serão partilhados com quem for autorizado;
  • Auditoria mais rápida, pois todo os registros da blockchain são sempre ordenados de acordo com a cronologia, acelerando o processo de conferência;
  • Registros invioláveis, compartilhados entre todos em tempo real;
  • Autenticidade e integridade dos produtos comercializados;
  • Rastreamento contínuo de bens e serviços, sobretudo em se tratando de cadeias de suprimentos; e
  • Confiança entre as partes que fazem negócios juntas, oferecendo dados confiáveis e compartilhados.

A blockchain é segura?

De acordo com os especialistas, a segurança pode ser considerada mais um benefício da blockchain. Eles afirmam que, embora haja o medo de ataques cibernéticos, assim como qualquer outro ambiente tecnológico, a blockchain, além da criptografia, se vale da descentralização e do consenso com o propósito de criar um sistema bastante seguro, sendo quase impossível de ser violado.

A exatidão dos dados precisa ser confirmada por todos os integrantes da rede, com as operações registradas sendo permanentes. Ninguém, nem mesmo quem gerencia o sistema, pode modificar nada do que foi registrado ou excluir uma operação.

Além disso, quanto maior a força computacional da blockchain, em outras palavras, quanto mais servidores conectados e mais distribuída a rede for, mais difícil de violar a sequência dos blocos registrados.

 

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